Mídia Minimalista – Be Quick or Be Dead

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O Mídia Minimalista desse sábado traz mais uma música do Iron Maiden. Porém, a escolhida dessa semana representa um completo oposto à do sábado anterior. Se Rainmaker era uma música leve, esta é mais pesada. Se a primeira fala sobre sentimentos, a segunda traz uma forte crítica social. Se a análise da semana passada foi baseada na letra da música, a de hoje vai mostrar mais coisas no clipe do que na letra em si.

A música de hoje chama-se Be Quick Or Be Dead. É a primeira faixa do álbum Fear Of The Dark (1992) e foi uma das que virou single do álbum. A capa do single abre esse texto e pelos recortes de jornais, já é possível perceber os temas dos quais ela trata. Temas, aliás, que todo brasileiro conhece bem: corrupção, crises monetárias e desvios de dinheiro são alguns deles.

Como eu citei antes, mais importante do que a letra da música é o clipe em si. Ele mostra a banda tocando em um local parecido com um porto, alternando com imagens de notícias sobre quebras financeiras, e mostra também um sujeito de terno e gravata, com um olhar de ganância, que aparece em certos momento do vídeo. Esse personagem do vídeo é inspirado em uma figura pública da Inglaterra que realmente existiu, o mesmo homem que aparece na capa sendo estrangulado pelo mascote da banda, Eddie.

Esse homem é Robert Maxwell. Nascido na Tchecoslováquia, ele se tornou membro do parlamento britânico e ganhou fama como empresário, tendo sido dono de diversas empresas por toda a Europa. Depois de sua morte, em 1991 (cinco meses antes do lançamento da música), foi descoberto um desvio de fundos que seriam de pensão aos seus trabalhadores para reforçar as ações do Grupo Mirror (o qual ele era proprietário) e tentar evitar a falência de suas empresas.

Os desvios de Maxwell não são muito diferentes do que vem acontecendo nas últimas décadas aqui no Brasil, especialmente nas empresas estatais. Fundos de pensão dos funcionários dessas empresas vem sendo sistematicamente saqueados, com desvios bilionários para atender a demandas de propina para casos de corrupção. Em troca desses desvios, políticos forneciam benesses para empresários “amigos” , que conseguiam empréstimos generosos a juros também generosos – através dos também generosos bancos estatais.

Como o Iron Maiden nos mostra, a corrupção existe independentemente da riqueza do país. A diferença é que no caso do Maxwell, apenas os funcionários deles foram prejudicados. Já os casos das estatais brasileiras prejudicam não só os funcionários dessas empresas, mas também o povo – especialmente o cidadão mais pobre – que é obrigado a arcar com essa farra através do pagamento de impostos. Não me admira que a sábia frase “imposto é roubo” esteja sendo tão pronunciada nos últimos tempos.

Para ouvir a música basta clicar na foto abaixo, e aqui para ver a letra.

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Texto inspirado na matéria Eddie contra a corrupção: seja rápido ou morrado blog Iron Maiden 666.

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Como esquecer uma grande paixão

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Relacionamentos sempre terminam. Seja com a morte física de um dos dois (ou de ambos), seja com a morte do sentimento, o fim sempre irá chegar.

Com frequência, a segunda causa é mais recorrente nos fins de relacionamentos do que a primeira. E sempre que acontece, parte de um dos dois, deixando a outra pessoa sem chão, obrigada a recolher os restos e seguir com uma vida que, naturalmente, não estava nos planos dela.

Porém, nem tudo são trevas. Existe vida após o fim de uma paixão (coloquei paixão no título por não acreditar na existência do amor). Sendo assim, deixo algumas dicas que podem ser úteis para facilitar a adaptação a uma repentina mudança de relacionamento.

1) Faça outras atividades

Academia, escrever um livro ou blog, aprender a cozinhar… eis algumas das coisas que são muito úteis para ajudar a esquecer um relacionamento fracassado. São atividades que irão melhorar as suas habilidades sociais e o seu conhecimento, tornando você uma pessoa mais interessante e atrativa para os demais. Além disso, nada é mais proveitoso do que aprender coisas novas e se divertir.

2) Cuide de si próprio

O relacionamento acabou, a pessoa lhe deixou, mas isso não significa que a vida chegou ao fim. Você ainda está vivo, com saúde e muitas coisas para viver. Portanto, procure se manter assim: cuide da sua saúde, mantenha a aparência em ordem e, se desejar, faça algumas mudanças no visual. Não importa se é um novo corte de cabelo, ou aquela tatuagem que você sempre quis fazer.

3) Melhore (ou encontre) a sua carreira

Se você deixou um pouco a carreira de lado para se dedicar ao relacionamento, está na hora de fazer o caminho inverso. Faça algum curso, aprenda um novo idioma, escreva um livro. Ou caso ainda não tenha escolhido qual carreira seguir, procure uma área de interesse e mergulhe fundo nela. Se for uma área inovadora, crie seu nicho. Isso irá contribuir para o seu sucesso profissional – e também para manter a mente ocupada.

4) Crie um hobby

Um hobby é a principal forma de fazer novos amigos e criar laços sociais mais sólidos. Pode ser um time de futebol, uma turma de crossfit ou mesmo um clube de poker. Procure algo que te faça feliz e mantenha sua mente concentrada, impedindo a entrada de qualquer pensamento relacionado à sua ou seu ex.

5) Encontre uma nova paixão(?)

Esse tem a interrogação entre parênteses porque não é útil para qualquer pessoa. Para mim, por exemplo, não seria útil no momento atual. Mas algo que sempre irá substituir uma paixão antiga é uma nova. Conheça novas garotas, melhore o seu carisma social e a sua habilidade de conversar sobre vários assuntos. E, o mais importante de tudo, não coloque isso como prioridade na sua vida. Uma hora ou outra irá chegar.

#SetembroAmarelo: 4 perguntas para quem deseja tirar a própria vida

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Setembro é o mês da campanha de prevenção ao suicídio, chamada de Setembro Amarelo. Os índices de suicídio crescem a cada ano, muitas vezes motivados por problemas de saúde (depressão, alcoolismo, drogas, etc) ou simplesmente por causa de algum vazio em relação a vida.

Pensando nisso, listei no texto de hoje 4 perguntas que acredito que todos devem fazer a si próprios antes de tirar (ou pensar em tirar) a própria vida. Como se trata de uma decisão que não tem volta caso seja bem sucedida, a importância da reflexão torna-se ainda maior.

Nota: embora tenha estudado psicologia, não sou formado na área. Apenas trago a lista como dicas que considero importantes. Suicídio é coisa séria: fazendo ou não as perguntas a si próprio, procure ajuda profissional sempre!

1) você está dando importância demais para a felicidade?

Felicidade sem dúvida é algo positivo. Mas também é bastante superestimada. Não é a ausência dela uma razão suficiente para cometer um ato tão radical.

O principal exemplo que uso é o do ator Keanu Reeves. Perdeu os pais de forma trágica, o melhor amigo, perdeu a namorada em um acidente de carro (ela estava grávida de 8 meses e o bebê também morreu) e perdeu a irmã vítima de câncer. Mesmo assim, ele não apenas não tirou sua vida, como soltou uma frase que sempre carrego comigo:

Vocês precisam ser felizes para viver. Eu não.

Isso não é uma ode à infelicidade, mas sim uma reflexão: será que a felicidade deve realmente ocupar um papel central no sustentáculo da sua vida?

2) seu foco sobre o que te faz feliz está realmente correto?

Digamos que você dê sim uma importância alta para a felicidade. Tudo bem, mas será que a sua felicidade está onde você realmente acha que ela está?

Eu achava que a minha felicidade estava em um relacionamento. Até o dia em que comecei a montar esse blog e descobri que, na verdade, ela está na escrita. Escrever sobre minimalismo, criptomoedas, coisas gerais, jogar poker: eis o que me faz feliz hoje.

O que não é nada mal para alguém que há um ano atrás só não tirou a própria vida por falta de uma arma na mão.

Portanto, antes de tentar tirar a sua vida por achar que ela é infeliz, veja se você não está deixando de fazer algo que te faça feliz.

3) você está fazendo tudo para conquistar o que acha que merece?

Se você sabe o seu valor, vá atrás do que você merece. (Rocky Balboa)

Em grande parte das vezes que achamos a nossa vida ruim ou um fracasso, estamos na verdade desempenhando um esforço muito baixo para conquistar o que queremos.

Tirar a vida não é uma solução para o fato que que deixamos os nossos sonhos passarem ou morrerem por falta de ação. Será que ao invés de pensar em um meio de morrer, não ganharíamos mais pensando em um meio de correr atrás do que realmente merecemos?

4) você é humilde a ponto de reconhecer as próprias limitações?

Muitas vezes, a arrogância de achar que temos o direito natural de vencer nos impede de reconhecer que não podemos ser bons em tudo – o que, por sua vez, nos faz fracos ante a possibilidade de fracasso. Uma receita perfeita para começar a não ver sentido na vida.

O mundo de hoje valoriza a pessoa “multitarefa”, o profissional que saber “fazer tudo”. E de tanto aprender a fazer tudo, a maioria não consegue se destacar em nada.

Depois que descobri que não sou o tipo de sujeito que atrai a atenção de mulheres, parei a pensar nisso e abri mão de ter uma na vida. E foi graças a essa atitude que este blog, os vários artigos e o e-book que lancei surgiram. Ao reconhecer uma limitação e deixá-la de lado, consegui ser bom em várias outras áreas. O que acha de tentar o mesmo?

E, reforçando o que foi dito no início do texto: SUICÍDIO NÃO É BRINCADEIRA! Não é coisa “da moda”, não é bonito nem romântico. Se você está pensando em se matar, ou conhece alguém que está nessa situação, procure ajuda profissional imediatamente. 😉

4 lições sobre dinheiro dadas pelo Tio Patinhas

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Os anos 90 foram uma terra fértil para qualquer criança e adolescentes (e até adultos) apaixonados por desenhos animados. Personagens considerados clássicos atemporais se popularizaram graças aos programas exibidos durante aquela década.

Um desses personagens é o rico avarento miserável Patinhas MacPatinhas, também conhecido como Tio Patinhas, que era um dos personagens do desenho animado Ducktales, exibido pelo SBT.

Embora tenha ganho popularidade com o desenho, a história do Tio Patinhas é bem mais antiga. Criado pelo americano Carl Barks, Patinhas apareceu pela primeira vez em 1947 na história Natal nas Montanhas. Ele era um exemplo do chamado self-made man americano: um sujeito pobre, que começou a trabalhar e ganhar dinheiro e terminou rico e dono de um grande império na cidade de Patópolis.

Duas características ficaram marcantes no personagem. A primeira delas é o seu excelente tino para os negócios (na edição nº 489, na história A Ilha do Vulcão, Patinhas consegue ser o mais rico em uma ilha onde a moeda de troca são… porcos!). A segunda é a sua sovinice. Mesmo rico, o velho pão-duro sempre reluta em gastar dinheiro, economizando em qualquer coisa: de comida ao corte de cabelo. Por isso mesmo, ele foi considerado um dos símbolos do pecado da avareza, tido por muita gente como alguém frio, repulsivo e infeliz.

Entretanto, ele obviamente tem ótimas lições para nos dar sobre dinheiro e finanças. Aqui seguem quatro dessas lições.

1) Não importa o lugar onde estamos, sejamos sempre o melhor

A história A Ilha do Vulcão, já citada nesse texto, mostra Patinhas e seu sobrinho Donald perdidos em uma ilha deserta. Para complicar a situação, a única riqueza da tribo local é medida em porcos – o que faz os dois serem considerados pobres por não terem o animal.

Imediatamente, o velho milionário arregaça as mangas: mostrando um excelente tino para vendas e negociação, troca todos os seus pertences com os nativos da ilha e vai obtendo cada vez mais porcos, até se tornar um dos mais ricos do local e ganhar o respeito do chefe da tribo.

Portanto, não importa onde estejamos ou as condições adversas que são impostas. Devemos sempre dar o melhor para sobressairmos bem em cada situação.

2) Diversifique seus investimentos

Tio Patinhas não possui apenas dinheiro, mas sim uma infinidade de bens: iates, imóveis, obras de arte, navios, aviões, empresas de mineração de ouro, ilhas e até mesmo invenções malucas criadas pelo Profº Pardal (em uma das histórias é falado que ele possui 99,9% dos imóveis de Patópolis).

Quem achava que a riqueza dele era ter uma porção de moedas paradas em uma caixa-forte certamente se surpreendeu. Aqueles são apenas os dividendos oriundos de uma série de ativos geradores de renda, originados de um longo processo de diversificação de patrimônio.

Mas o benefício da diversificação não serve apenas para milionários. Qualquer pessoa pode aplicar o seu dinheiro de uma forma diversificada e rentável. Basta ter disciplina, estudar sobre finanças e ter objetivos bem traçados.

3) Nunca paguem o primeiro preço que lhe dão por algo

O fato de ser pão-duro sempre faz o Tio Patinhas pechinchar cada centavo daquilo que é obrigado a comprar. E ele não sossega até conseguir o preço que quer (o que deixa os vendedores bastante irritados).

Embora seja algo exagerado, a prática está mais do que correta. Pagar o preço de algo sem pedir desconto é jogar dinheiro fora, especialmente para quem faz pagamentos à vista. Sempre pesquise o melhor preço de algo, busque valores na concorrência e nunca – NUNCA! – compre algo sem antes pedir desconto.

4) Ensine aos seus familiares o verdadeiro valor do dinheiro

Um dos melhores episódios de Ducktales é o que o Tio Patinhas ensina sobre inflação aos seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho. Especialmente pelo que ele fala quando os meninos pedem mais dinheiro – depois de terem gasto toda a mesada.

Se eu aumentar sua mesada vocês vão crescer sem respeito pelo dinheiro. Aprenderão a viver esbanjando, terminarão na sarjeta pedindo esmola e alguns míseros centavos. E quem vai cuidar de vocês? Espero que tenham aprendido que não se consegue nada sem esforço.”

Quando não sabemos o valor do dinheiro que possuímos, não temos qualquer incentivo para cuidar do mesmo. E dinheiro malcuidado é como um(a) parceiro(a) carente: se não é bem cuidado pelo atual “dono”, procurará isso em outro lugar. Por isso devemos sempre dizer aos nossos filhos, sobrinhos e outros parentes o quanto o dinheiro é poderoso e deve ser tratado com planejamento, respeito e cuidado, para que cresça cada vez mais e trabalhe ao nosso favor.

 

Mídia Minimalista – Rainmaker

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O Mídia Minimalista de hoje volta ao campo da música. A escolhida esse sábado foi um dos melhores singles lançados pela banda britânica Iron Maiden: Rainmaker, faixa do álbum Dance of Death (2003).

A música possui um ritmo agradável, uma linha vocal bastante bonita e uma letra igualmente bonita. Fala sobre dor, sofrimento, redenção e mudança – fases que são comuns na vida de muitas pessoas. Eu mesmo passei por elas em vários momentos, e já perdi a conta de quantas vezes coloquei essa música para tocar enquanto refletia sobre a letra.

O nome da canção significa “criador de chuva”. A chuva é usada na letra como um elemento purificador, a água que desce dos céus para lavar as lágrimas e cicatrizes daqueles que sofrem, levando-as para longe e fornecendo uma cura. A criação de chuva pode ser levada como uma referência ao poder de mudança que cada um possui para reparar a sua própria vida, criando as condições para um recomeço através da mudança. Como mostra uma das estrofes:

Você me diz que podemos começar a chuva

Você me diz que todos podemos mudar

Você me diz que podemos encontrar algo para lavar as lágrimas

Clique na imagem abaixo para ouvir a música e aqui para ver a letra.

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5 razões para não ter um diploma

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O Brasil é um país onde ainda impera, com grande importância, a virtude da chamada mentalidade do diploma: a ideia (equivocada) de que é necessário passar anos dentro de uma universidade e tirar o diploma de algum curso para poder ser alguém na vida.

Muitas vezes não importa o curso, o importante é ter o canudo guardado em casa e a graduação exposta no seu currículo. Cursa qualquer coisa, o importante é ter um diploma e ser formado é uma das frases que já escutei quando não tinha certeza sobre qual graduação seguir.

E como adepto da educação domiciliar (homeschooling), aprendi a achar isso patético, tanto a frase em si quanto a ideia por trás dela.

O mito da “maior chance de emprego”

Em grande parte, essa ideia do culto ao diploma e ao ensino superior é compreensível. Até algumas décadas atrás, o Brasil possuía índices pífios de escolaridade, com a maioria da população sem ter concluído sequer o ensino primário. Meu pai mesmo é uma dessas pessoas. O ensino superior, então!, era uma dádiva para poucos (e abastados) que conseguiam matricular seus filhos em grandes centros de ensino.

Com os avanços que ocorreram no aumento da escolaridade média da população e a expansão da rede de universidades, ter um diploma virou sinônimo de ter uma casa própria ou um carro: se você não tem, então não tem vez. O espírito empreendedor – tão comum em países onde vemos exemplos de pessoas que prosperaram sem frequentar a faculdade – foi substituído pelo espírito “acadêmico”. Coloco a palavra entre aspas para destacar a conotação negativa que uso dela.

Claro que não há nada de mais em uma pessoa querer se formar em alguma área. É direito de todos buscar mais conhecimento e prosperidade, seja de qual maneira for (desde que não seja algo ilícito). O problema ocorre quando existem pessoas que encontraram formas mais eficientes de fazer isso, tornaram-se competentes em suas áreas e, todavia, são recusadas no mercado de trabalho pelo simples fato de não terem diploma. Essa sim é a cultura que torna o mercado de trabalho brasileiro dependente dos cursos superiores.

Por que NÃO ter um diploma

Dito isso, elenquei aqui 5 motivos que me levaram a não mais correr atrás de um diploma ou de um curso superior, e resolver focar as minhas energias em outras coisas mais produtivas para mim.

1) o ensino brasileiro é horrível

Simples assim. Embora a quantidade de universidades e de pessoas formadas tenha aumentado nos últimos anos, isso não se reflete na qualidade do ensino brasileiro. Do maternal ao superior, temos os piores índices de qualidade. Somos ruins no ranking do Pisa, no ranking de incentivo à pesquisa, na qualidade das universidades e, para usar a expressão de um político de Israel, somos um “anão acadêmico” em todos os aspectos.

Dito isso, não vejo sentido em perder tempo recebendo um ensino de baixa qualidade nas universidades do país quando posso aprender muito mais coisas através de outros meios.

2) é um gasto irrecuperável de tempo e dinheiro

A não ser que você faça parte da parcela mais rica da população (a qual tem mais condições de frequentar uma universidade pública) provavelmente terá que desembolsar um bom dinheiro pelo seu curso. É exatamente esse o meu caso.

Mesmo com ENEM, FIES e outras modalidades de estudo “gratuito”, a conta irá chegar um dia. Especialmente para quem utiliza o FIES.

Além disso, estar em uma faculdade geralmente significa perder 4 ou 5 anos da vida estudando coisas que pouco irão acrescentar em sua vida profissional, além de ter um contato quase ínfimo com o “mundo real” (o mercado de trabalho).

Portanto, gasto duplo de tempo e dinheiro. O primeiro é altamente escasso; o segundo pode ser melhor aproveitado em outras formas de aprendizado.

3) é possível ser bem sucedido sem ter um diploma

Não, não vou citar aqui nomes como Steve Jobs ou Bill Gates. Eles fazem parte de uma realidade totalmente diferente, a qual pouco se aplica ao Brasil. Em vez disso, citarei um brasileiro: Flávio Augusto da Silva.

Flávio é criador da Wise Up, uma das principais escolas de ensino de inglês do Brasil. Além disso, é dono de um dos principais times de futebol dos Estados Unidos, criador do Geração de Valor, empreendedor e gestor altamente bem sucedido. E veio de uma região pobre do Rio de Janeiro.

E não tem diploma.

E óbvio que não vou dizer que qualquer um sem diploma pode ser um bilionário. Mas muitos empreendedores bem sucedidos não tem diploma, pois aprenderam tudo o que sabem na melhor escola que existe: o mercado.

4) investir em algo que sempre quis fazer

A não ser que haja um curso que seja o seu sonho de vida, não há razão para perder tempo em uma faculdade ao invés de correr atrás do que você deseja.

Eu sempre quis escrever – e só notei esse sonho há alguns meses atrás. Hoje, além desse blog, trabalho como colunista em um site, escrevi meu primeiro e-book, traduzi um livro (que em breve será publicado) e estou trabalhando no meu primeiro livro próprio.

Outra coisa que sempre quis foi jogar poker por um time. Hoje estou em um time, tenho acesso a excelentes materiais de aprendizado e estudo para melhorar cada vez mais o meu jogo e a minha lucratividade nos torneios.

Já imaginou o que teria acontecido se, ao invés disso, eu estivesse estudando para o ENEM? O quanto disso não teria acontecido?

Eu nem quero pensar.

5) as faculdades funcionam mais como centros de militância do que de ensino

Eu já fiz curso superior. Estudava em um centro de humanas da universidade. E quem estuda na área de humanas sabe que lá se encontra de tudo, menos estudo.

Não foram poucas as vezes em que alunos organizavam “protestos” que paravam as aulas do nada, as famosas greves, professores que não dão aulas (uma das minhas professoras fez a proeza de passar 80% do semestre sem dar aula) e, claro, um local que supostamente deveria abrigar a pluralidade de ideias, mas na prática é um local de pensamento único, onde qualquer divergência de ideias é rechaçada – muitas vezes, com violência.

Mais uma razão para não frequentar tal ambiente.

Conclusão

Embora estar em uma universidade possua pontos positivos (formação de networking, participação em eventos e congressos e outros) também é possível encontrar tais pontos em ambientes fora do meio acadêmico.

Mesmo com muita pressão familiar, eu não tenho a menor intenção de fazer algum curso superior. A não ser, talvez, economia austríaca, se um dia abrir tal curso no Brasil.

 

83 lições para viver melhor consigo mesmo e com o mundo

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Nem sempre estamos nas nossas melhores condições físicas e mentais, seja para lidar conosco, seja para lidar com as pessoas que nos rodeiam – conhecidas ou não.

Existem muitas filosofias que trazem lições e ensinamentos sobre como lidar com esses momentos. Uma delas vem da Armênia, através de um sujeito chamado George Ivanovich Gurdjieff. Nascido em 1886, George era uma figura carismática que andou por vários países europeus (Rússia, França, Inglaterra) e em cada um deles deixou um pouco dos seus ensinamentos. Era conhecido como um “despertador de homens”.

Os ensinamentos trazidos nesse texto não foram escritos diretamente por Gurdjieff, mas sim trazidos do livro O Mestre e os Magos”, do escritor Alejandro Jodorovski. O livro conta a suposta história de um encontro do autor com a filha de Gurdjieff, Reyna D’Ássia, no qual ele entrega a ela os ensinamentos. Trata-se, portanto, da visão da filosofia de Gurdjieff sob a ótica de Jodorovski.

Confira a lista de ensinamentos abaixo:

1. Fixe a atenção em si mesmo, seja consciente em cada instante do que pensa, sente, deseja e faz.

2. Termine sempre o que começar.

3. Faça o que estiver fazendo da melhor maneira possível.

4. Não se prenda a nada que, com o tempo, venha a te destruir.

5. Desenvolva sua generosidade sem testemunhas.

6. Trate cada pessoa como um parente próximo.

7. Arrume o que desarrumou.

8. Aprenda a receber, agradeça cada dom.

9. Pare de se autodefinir.

10. Não minta, nem roube, pois estarás mentindo e roubando a si mesmo.

11. Ajuda seu próximo sem deixá-lo dependente.

12. Não deseje que te imitem.

13. Faça planos de trabalho e cumpra-os.

14. Não ocupe muito espaço.

15. Não faças ruídos nem gestos desnecessários.

16. Se não têm fé, finja ter.

17. Não se deixe impressionar por personalidades fortes.

18. Não te apropries de nada nem de ninguém.

19. Divida de maneira justa.

20. Não seduza.

21. Coma e durma estritamente o necessário.

22. Não fale de seus problemas pessoais.

23. Não emita juízos nem críticas quando desconhece a maior parte dos fatos.

24. Não estabeleça amizades inúteis.

25. Não siga modas.

26. Não se venda.

27. Respeite os contratos que firmaste.

28. Seja pontual.

29. Não inveje os bens ou o sucesso do próximo.

30. Fale só o necessário.

31. Não pense nos benefícios que virão da tua obra.

32. Nunca faça ameaças.

33. Realize suas promessas.

34. Coloque-se no lugar do outro em uma discussão.

35. Admita que alguém te supera.

36. Não elimine, mas transforme.

37. Vença seus medos, cada um deles é um desejo camuflado.

38. Ajude o outro a ajudar-se a si mesmo.

39. Vença suas antipatias e aproxime-se das pessoas que você deseja rejeitar.

40. Não reaja ao que digam de bom ou mau sobre você.

41. Transforme seu orgulho em dignidade.

42. Transforme sua cólera em criatividade.

43. Transforme sua avareza em respeito pela beleza.

44. Transforme sua inveja em admiração pelos valores do outro.

45. Transforme seu ódio em caridade.

46. Não se vanglorie nem se insulte.

47. Trate o que não te pertence como se te pertencesse.

48. Não se queixe.

49. Desenvolva a sua imaginação.

50. Não dê ordens só pelo prazer de ser obedecido.

51. Pague pelos serviços que te prestam.

52. Não faça propaganda de suas obras ou ideias.

53. Não tente despertar, nos outros em relação a você, emoções como piedade, admiração, simpatia, cumplicidade.

54. Não tente chamar a atenção pela sua aparência.

55. Nunca contradiga, apenas cale-se.

56. Não contraia dívidas. Compre e pague em seguida.

57. Se ofender alguém, peça desculpas.

58. Se ofender alguém publicamente, peça perdão publicamente também.

59. Se perceber que falou algo errado, não insista no erro por orgulho e desista imediatamente dos seus propósitos.

60. Não defenda suas ideias antigas só pelo fato de ter sido você quem as enunciou.

61. Não conserve objetos inúteis.

62. Não se enfeite com as ideias alheias.

63. Não tire fotos com personagens famosos.

64. Não preste contas a ninguém, seja o seu próprio juiz.

65. Nunca se defina pelo o que possui.

66. Nunca fale de você sem conceder-se a possibilidade de mudança.

67. Aceita que nada é teu.

68. Quando pedirem a sua opinião sobre alguém, fale somente de suas qualidades.

69. Quando você ficar doente, em lugar de odiar esse mal, considere-o como seu mestre.

70. Não olhe dissimuladamente, olhe fixamente.

71. Não esqueça seus mortos, mas dê a eles um lugar limitado que lhes impeça de invadir a sua vida.

72. Em sua casa, reserve sempre um espaço ao sagrado.

73. Quando você realizar um serviço, não ressalte seus esforços.

74. Se decidir trabalhar para alguém, trate de fazer com prazer.

75. Se você tem dúvida entre fazer ou não fazer, arrisque-se e faça.

76. Não queira ser tudo para teu cônjuge; admita que busque em outros o que você não pode dar.

77. Quando alguém tenha seu público, não tente contradizê-lo e roubar-lhe a audiência.

78. Viva dos seus próprios ganhos.

79. Não se vanglorie por aventuras amorosas.

80. Não exalte as suas fraquezas.

81. Nunca visite alguém só para preencher o seu tempo.

82. Obtenha para repartir.

83. Se você está meditando e um diabo se aproxima, coloque-o para meditar também.

Fonte: https://manualdohomemmoderno.com.br/comportamento/83-licoes-para-viver-melhor-consigo-mesmo-e-com-o-mundo-ao-redor?utm_medium=timeline&utm_campaign=promote&utm_term=ligadoweb&utm_source=twitter
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